SAUDADES   15 comments

CLARA E PIRILAMPO

Clara! Minha Clara!

Toda branca.

Meu encanto!

Estrada a fora  me carregava,

E na barriga ela gerava

O seu filho Pirilampo.

                     …

                                               …

                                    Meus amigos!

                                    Companheiros,

                                    Derradeiros.

                                    Meus cavalos:

                                   Clara e Pirilampo.

                                                …

E lá vão eles…

Sob a lua,

A trotar nos campos.

Lado a lado,

sempre juntos,

Mãe e filho:

Clara e Pirilampo.

                                     …

                                     …

                         E aqui vou eu…

                         Cumprindo a hora,

                         Correndo à toa,

                         Temendo assalto.

                         Não vejo a lua,

                         Só tenho a rua,

                         E duas ferraduras,

                         A trotar no asfalto.

                                        …

Mas não lamento,

Sina, ou sorte.

Aqui também,

Numa esquina vem,

À galope.

Um corcel alado,

Chamado morte.

……………………………………………………………………………………………………….

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Posted 7 de Fevereiro de 2010 by clara-mei

15 responses to “SAUDADES

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  1. Cara amiga, nesta primeira visita gostaria de parabenizá-la pelo blog.

    “numa esquina vem, à galope, um corcel alado, chamado morte”.
    Lindo o teu poema.
    bjs cara amiga
    e até a próxima visita

    • Até a próxima Massari! Prazer imenso tê-lo aqui. Não esperava. E ainda tivestes o cuidado de deixar o raminho na porta. bem vindo querido amigo, grande poeta e ser humano Màrio massari. Fraternalmente, a ti, aos teus, PAZ E BEM!

  2. Clara-Mei,há uma grandiosidade nos versos de Clara e Pirilampo que parece coisa do divino,pela pureza dos versos,pela harmonia,pela relação de vida presente e no desfecho,natural como na relação dos seres com a vida.
    A poética existente nos versos de Clara e Pirilampo só deixa-me mais e intensamente propenso a estar com um ser de luz tão plena,como Clara-Mei.Minha musa,minha poesia,meu encontro com o terno.Beijos.Maravilhoso.

    • Ubaldo amigo! Cezar Ave! Cezar Ubaldo! O todo, o homem, o amigo, o poeta, o sol, o SER. quanto me honras… Quão grata sou por tua existência. Por saber-te amigo, semelhante, irmão de alma. tu o sabes. Esta pagina “saudades” começa com Clara e Pirilampo terá ainda outras postagens. A Deus peço a graça de nunca postar uma de saudades nossas, isto é: nunca hei de ter-te no passado, embora, saudade sempre. Mais uma vez, Muito, Muitíssimo obrigada!

  3. Clara, foi um prazer esta primeira visita ao teu blog,. Belíssimo poema, visual maravilhoso.
    Volto breve
    Mário

  4. Minha querida clara-mei, é linda a tua poesia, pois ela é a verdadeira, aquela que é anterior à materialização no poema. Teu olhar é poesia!

    Um beijo e parabéns pelo lindo blog.

  5. Aos que porventura lerem este comentário eu deixo uma pergunta: Você conhece o sorriso de Lila Marques? Esta poetisa está em: www. portal literal.com .br Vá se contagiar com o sorriso e partilhar seus poemas. Se puder, seja amigo dela. Saberá porque eu a chamo fada da poesia. ela me encantou. É isso Lila…

  6. Acho que nós, poetas(talvez eu me inclua), estamos sempre por aí “sob a lua”, “correndo à toa”. E no fim conseguimos extrair vida de onde , em tese, só haveria morte. E isso é bom, pois eternizamos esperanças.

    Até mais ver, querida.
    Beijos,
    Thiago Damato

    • Ô Thiago! Lindo Menino! Homem das letras, do direito… Meu amigo! Somos UM… Uma só esperança. Somos também nós a própria vida, a esperança em si.
      Deus o Abençõe! Digo isto como uma mãe a um filho.

  7. Os cavalos são animais com um certo it de magia ou o poder de achá-las. Acho que nasci no lombo de um e vivi o tempo para saber que Clara e pirilampo corriam ao luar para inspirar uma amiga que só anda inspirada. Acho que sei de onde vem tanta inspiração! Da magia dos cavalos no luar. Essas luzes que piscam rápidas no matagal não são apariçõs de corceis?

  8. Sim! Querido! São aparicões de corceis e somente alguns poucos, como você, podem vê-los. Os semelhantes se reconhecem é só por isso que sabe de onde vem minha inspiração. Fica com Deus!

  9. Clara, estava eu à procura de imagem de um cavalo alado, encontrei o seu blog. Que lindo o poema! voltarei à esse espaço outras vezes. Vou copiar a imagem do cavalo, mas registrarei a origem. Será para ilustrar o poema do Mário Faustino “O mundo que venci deu-me um amor”, em “Fragmentos”, no meu site/blog http://www.ritissima.com.br
    Sou escritora piauiense. Rita de Cássia.

    rita de cássia amorim andrade
    • Rita! Eis porque bem-digo a Internet e a considero um presente de Deus para a humanidade. Se na antiguidade, a maldição da Torre de Babel (multiplicação das línguas)separou os homens. E se suportamos com humildade a espiação, foi nos dado esse meio de reunir-nos. Também te visitarei. Obrigada! Paz e bem!

  10. Pingback: Os números de 2010 « CLARA-MEI E OUTRAS LUZES

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