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CLARA-MEI E OUTRAS LUZES   22 comments

(Justificativa e biografia romanceada)

Inicio dizendo que o “c” minúsculo de clara, que aparece nomeando o autor – clara-mei – é opção, não erro ortográfico.
Por que? CLARA-MEI E OUTRAS LUZES.
Bem! Porque sou clara-mei e sou você e somos muitos… E, somos “sois”. E: “O sol não brilha porque quer brilhar. O sol não brilha porque se esforça para brilhar. O sol brilha porque é sol”. (SOL, de clara-mei). Sim! Somos sois.
As estações mudam, o sol permanece. Iluminando, aquecendo, quem dele se aproxima. É tremendo! e afável! Tem a humildade de saber-se único e dar-se, por inteiro, sem discriminar, de modo a não poder furtar-se a conceder. Eu sou assim! E você? Estou absolutamente certa de que você é igual. Assim é que somos! Separados, raios de luz, juntos, Sol. Pretensão? Não! Amor…
Querem a todo custo definir-nos, definir-me: Escritora, poetisa, contista, cronista, mulher, mãe, operária, feia, bela, forte, frágil. Não vêem que tudo é a mesma coisa?! O mesmo raio de sol, em tempos diferentes, diferentes situações. Contudo, se desejares me definir, associar-me a uma categoria, fique à vontade! Muito me honras. De mim mesma não consigo.
A máxima conclusão que cheguei foi: Gratia Dei sun id quod sum. (Graças a Deus, sou o que sou). “Retirado de uma Encíclica da Igreja Católica e dos pensares de muitos filósofos”. But, eu diria em bom português: Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. “De Paulo de Tarso, Bíblia Sagrada”.
Nos anos noventa, em Chicago, EUA. Sobreviví a vinte graus negativos. Saí de lá no rigor do inverno. Voltando ao Brasil, me estabelecí em Campo Novo do Parecís, Mato Grosso. Uma cidadezinha pequena, na época. Linda! Verão quarenta graus positivo, à sombra. Sofri? Não! Vivi, intensamente.Como sempre! Como agora: Vivo ora nesta magnífica cidade de Vitória, capital do Espirito Santo, cuja adotei por razões pessoais, ora, me embrenho num sítio, no interior do interior do Paraná, amado Estado onde nasci. Quando preciso me nutrir da terra como planta, ou bicho, ou ave, é pra lá que migro. Solo fértil onde tenho fincadas raízes profundas. Dois contrastes absolutos, realidades opostas, sob medida para mim. Acaba de me ocorrer; sou um passarinho com raízes! Incomum, não é mesmo? Deve ser coisa de poeta, isso da intensidade. Para in ou para on, (negativo e positivo). Sou assim: Amo como deus e odeio como o diabo… Oh! Não te escandalizes. Pobre diabo! Já pensastes em como tal ser leva a culpa de todos os nossos erros? Do jeito que as coisas estão, haja diabo pra tanto erro. E ainda o odiamos… Este trecho serve para mostrar-lhes o meu lado brincalão, irônico, sórdido, às vezes, brando, infantil. Aspecto que não raras vezes aparece em meus contos e crônicas. Admito! Temo mais as palavras não ditas.
Por falar em minhas letras; não lhes apresento uma coleção de títulos encadernados. Somente algumas participações em antologias, coletâneas, jornal e revista. Valorizo muito os livros e os autores, aos bons, venero, mas gosto também e muito de árvores. Nunca até agora corri atrás de editar, ao contrário fugi, embora, tenha material para vários livros. A questão é a qualidade. Precisava e ainda preciso ter certeza de que valem ao menos um pouco mais que uma árvore.
Felizmente alcançei a era digital. Ah! Como sou grata! Posso escrever dezenas de livros, corrigir, editar eletronicamente, ou deletar, sem que nenhuma árvore tombe. Esta certeza ou o desengano, espero encontrar nestes caminhos virtuais. Orgulhosamente e com muita honra, a título de informação, comunico que detenho vários prêmios literários, nas categorias,conto e poesia, de diversos concursos, dentre os quais, alguns de Secretárias de Cultura dos Estados Paraná e Mato Grosso e um do MEC. Sou também membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras e contribuo com três sites literários.
Conclusão: Carente de cultura institucional, tateio no escuro. Não! Não me envergonho…O problema é o frio. Visto a roupa do mendigo, mas não me sujeito o beber em qualquer pôça. Atravesso a passarela então me acho. Enquanto dedos eu tiver, vou aparando à unha minha própria e tão imprópria ignorância. Coisa que não admito é protelar ou sucumbir, não frente a “esta” mazela.
Para alimentar o corpo, sempre atuei no ramo da moda. Vaidade das vaidades! Prefiro mais criar porcos e galinhas. Para nutrir a alma, poesia. Elevar o espírito, oração. Tudo com uma dose de bom humor e alegria.
Neta de imigrantes ucranianos descendentes dos wikings e nórdicos, tive por acréscimo vinte anos de veemente treinamento na filosofia e costumes orientais. Nasci no interior, vivi em grandes cidades. Amo meu país e sou patriota. Sou mulher e sou passarinho, tenho raíz e sei voar, mas não sei me definir.

PS. Se possível deixe seu comentário.
São bem-vindas tambem críticas construtivas.
Muitíssimo obrigada!

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Posted 31 de Janeiro de 2010 by clara-mei in Uncategorized

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